Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/05/2022
Historicamente, a mulher sempre teve um papel principal de reprodutora, e ao ter sua primeira menstruação era vista com uma mulher pronta. Contudo, a biologia e a vida social, nesse caso, não partilham semelhanças, uma vez que biologicamente após os 10 anos de idade toda mulher já está “pronta”, porém socialmente ainda é uma criança com muito a aprender antes de engravidar. À vista disso, é preciso analisar essa questão que é motivada pela desinformação e que ocasiona uma pior qualidade de vida aos envolvidos.
Diante desse contexto, é importante destacar a falta de informação ainda na escola. Sob essa ótica, informações reveladas pela Agência Brasil mostram que das 27 unidades federativas apenas 3 incentivam a educação sexual no ambiente escolar. Dito isso, é evidente que, se não há aprendizado sobre métodos contraceptivos, esses jovens já na idade ativa sexualmente irão fazer sexo com risco de adquirir alguma IST ou gravidez indesejada. Com isso, a educação sexual mostra-se necessária para informar e proteger os jovens das adversidades que podem mudar suas vidas para sempre.
Ademais, vale ressaltar como uma gestação não planejada pode piorar a qualidade de vida dos pais e do bebê. Desse modo, segundo dados do instituto de pesquisa PNADc, 80% das adolescentes que engravidam abandonam a escola e submentem-se ao subemprego antes da maioridade. Posto isso, é notória a condenação dessa mãe que sai repentinamente da fase jovem para a adulta responsável por uma criança, e que ,por muitas vezes, é abandonada pelo namorado que segue sua vida escolar sem nenhuma mudança real em sua vida. Dessa forma, mãe e bebê iniciam uma árdua caminhada pela sobrevivência.
Urge, portanto, que o Estado tome ações afirmativas no combate à gravidez na adolescência. Dessarte, o Poder Executivo — pilar responsável pela garantia do bem-estar da sociedade — deve incluir na grade curricular do Ensino Médio aulas sobre educação sexual e métodos contraceptivos, por meio de projeto de lei aprovado no Congresso Nacional, a fim de minimizar os casos de gravidez indesejada e garantir o desenvolvimento adequado desses jovens. Assim, a biologia poderá ser conciliada de forma adequada com a vida social da atualidade.