Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/06/2022

“Não há nada de tão absurdo que o hábito não o torne aceitável”. Essa assertiva do escritor romano Cícero, mesmo advinda de outro contexto, pode ser aplicada a questão da gravidez na adolescência, visto que a grande taxa de mães adolescentes no Brasil acaba por familiarizar a população a essa problemática. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar esse cenário, agravado não só pela desigualdade social, como também pela falta de educação sexual aos jovens.

É importante ressaltar, de início, a questão da discrepância social como um dos fatores que perpetuam essa adversidade no Brasil. Nesse contexto, por não possuir acesso à internet, muitos jovens de grupos pobres acabam tendo uma gravidez precoce, simplesmente por falta de informações sobre métodos contracepticos, já que assuntos relacionados à educação sexual são pouco discutidos em família. Dessa forma, a gravidez nessa etapa da vida reforça o círculo vicioso de pobreza, uma vez que diminui as chances de conclusão dos estudos, e, consequentemente, isso acaba por resultar em uma menor qualificação profissional.

Ademais, é incontestável que a ausência de educação sexual nas escolas está entre as causas do problema. Segundo o filósofo romano Sêneca “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Nessa lógica, percebe-se que a falta de ensino aos jovens sobre métodos contracepticos e a importância de seu uso, a fim de evitar a gravidez precoce e a transmissão de doenças, acaba por trazer consequências para o resto da vida. Logo, é inadmissível que tal situação se perpetue no Brasil.

Portanto, para a diminuição da gravidez juvenil no Brasil, é necessário que medidas sejam tomadas. Desse modo, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, financiar projetos educacionais nas escolas, sobre educação sexual e a importância de se prevenir de uma gravidez precoce, além de campanhas de incentivo a conclusão dos estudos aos pais adolescentes, a fim de proporcionar um futuro melhor para esses jovens. Dessa forma, será possível que o problema seja gradativamente minimizado e pare de ser visto como aceitável.