Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/07/2022
Desde a antiguidade sempre existiu um tabu acerca da sexualidade. Em virtude da continuidade dessa mentalidade no Brasil, muitas meninas, por conta da falta de educação sexual, acabam engravidando precocemente e sofrem com as consequências para toda vida. Logo, faz se necessário discussão sobre essa problemática.
Segundo o Sinasc, Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, em comparação a 10 anos atrás, a taxa de gravidez precoce tem diminuído gradativamente. Porém, o Brasil ainda tem uma taxa acima da média em relação aos outros países. Uma das causas para que essa condição continue ocorrendo é a falta de esclarecimento sobre a sexualidade na escola e em casa. Uma vez que países como a Holanda e a Inglaterra que dispõe de aulas sobre a sexualidade, tem o índice de gravidez na adolescência baixo. Destarte, de acordo com o filósofo romano Sêneca, “A educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida”, assim, é notório que por meio do tipo de educação dada, é possível mudar a vida de muitos jovens.
Ademais, na série japonesa “Mãe de 14 anos”, é retratado o cotidiano de uma estudante que ao engravidar, a vida começa a desmoronar, tendo que desistir da escola e dos sonhos. Apesar de ser uma ficção, é notório que isso ocorre com várias meninas atualmente. Visto que para cuidar dos seus filhos, largam a escola, passando a não conseguir mais voltar para a sua rotina, e mais tarde tendo dificuldades em se inserir no mercado de trabalho. Além de que, o corpo de uma adolescente ainda em formação não está pronto para manter um feto dentro dele, assim, pode causar diversas complicações como partos prematuros, doenças psicológicas ou até mesmo a morte durante o trabalho de parto.
Portanto, medidas são necessárias para tal impasse. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com profissionais da saúde, disponibilizar aulas sobre sexualidade nas escolas, a fim de informar os estudantes sobre os métodos anticonceptivos e infecções sexualmente transmissíveis. Ainda, por meio de palestras mostrar aos pais a importância das conversas sobre o assunto com os filhos. Espera-se que assim, diminua cada vez mais as taxas da gravidez na adolescência no Brasil.