Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/06/2022
Na série “Skins”, a personagem Mini sofre com as consequências psicológicas de uma gestação ocorrida durante o ensino médio. Fora da ficção, essa realidade persiste e a gravidez na adolescência permanece em evidência no Brasil. Isso ocorre em função do baixo índice de prevenção entre os jovens e deve ser combatido, pois prejudica o desempenho escolar dos pais.
Antes de tudo, é preciso observar características do comportamento humano. Nesse horizonte, o filósofo Schopenhauer define o homem como um ser que prioriza o seu prazer imediato, em detrimento do bem-estar futuro. Por outro lado, dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 47% dos jovens do país não usam camisinha. Assim, relacionando o pensamento filosófico com os dados apontados, fica claro que os adolescêntes tendem, naturalmente, a desconsiderar as consequências futuras de seus atos e, por isso, acabam agindo com irresponsabilidade ao terem relações sexuais sem o uso de preservativos, aumentando as chances de uma gestação precoce.
Outrossim, é válido pontuar os impasses da gravidez na adolescência para a formação educacional do indivíduo. Sob esse viés, a constituição federal de 1988 prevê o acesso à educação para todos os cidadãos. Contudo, nota-se que gestações precoces inviabilizam a garantia desse direito constitucional, uma vez que os cuidados necessários para uma criança demandam muita energia, tempo e novas responsabilidades financeiras aos pais. Nesse contexto, é comum que esses indivíduos não consigam conciliar os estudos com a criação dos filhos, optando pela evasão escolar.
Portanto, medidas são necessárias para reverter o quadro atual. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, criar campanhas de conscientização para informar os jovens. Tal atividade deve ocorrer por meio de postagens e comerciais nos principais canais de comunicação, que exponham a importância do uso de métodos contraceptivos. Dessa maneira, o pensamento social será modificado e os indivíduos passarão a ter mais responsabilidade no uso de preservativos. Somente assim as consequências da gravidez na adolescência serão reduzidas no Brasil.