Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/06/2022
A obra “Capitães de Areia” de Jorge Amado fundamenta a antecipada vida sexual das crianças do Brasil, com personagens vivenciando contextos que envolvem a erotização e também a ausência familiar. Não se distanciando da ficção, essa é a realidade vivida por muitas brasileiras que acabam engravidando precocemente na adolescência devido à desinformação acerca da temática e também a falta de apoio familiar diante da situação.
Convém ressaltar, a princípio, que a desinformação é um fator determinante para a persistência do problema. No período de 1965 a 2006, a fecundidade geral caiu aproximadamente de seis filhos para 1,8 filhos por mulher, verificando-se que aquelas com menos tempo de estudo apresentaram taxas mais elevadas. Acima de tudo, sabe-se que o incentivo à educação sexual nas escolas ainda é muito visto como um tabu na sociedade brasileira. Por consequência, muitas meninas e adolescentes inciam a vida sexual precocemente sem saber de informações essenciais e acabam engravidando.
Além disso, cabe ressaltar que a falta de apoio familiar é um forte empencilho para a resolução do problema. É indubitavel de que a grande quantidade de casos de gravidez na adolescência é um fenômeno que acarreta alterações no contexto social e principalmente familiar. De acordo com o pensamento Durkheimiano, o ser é aquilo que a sociedade faz dele, sendo assim, os pais não oferecerem às devidas informações sobre o assunto, até por acreditarem ser essa uma tarefa da escola e/ou dos serviços de saúde. Consequentemente, isso acaba levando ao abandono dessa jovem por parte da família por não saberem lidar diante de tal consequência.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. É fundamental, portanto, que o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, juntamente com as escolas, criem medidas capazes de diminuir às taxas de gravidez no Brasil por meio de palestras nas escolas que promovam a educação sexual de maneira didática e, além do mais, através de campanhas que estimulem os pais à terem diálogo com seus filhos diante do assunto e que demonstrem apoio acerca de tudo. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no que tange à questão da gravidez na adolescência no Brasil.