Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/06/2022
A gravidez é um processo complicado em que o corpo da gestante passa por grandes mudanças, tanto físicas quanto psicológicas. Por isso, planejar a gravidez e todo o processo que a antecede são necessários para garantir a saúde da mãe e do bebê. No entanto, verifica-se que cada vez mais jovens estão ficando grávidas precocemente no Brasil, fato causado por uma evidente ignorância sexual derivada do estigma que existe ao redor do sexo na sociedade. É necessário informar e tomar medidas de prevenção que reduzam os casos de gravidez na adolescência.
É inegável que, mesmo na atualidade, sexo é um tabu. Os jovens, que são postos em uma bolha proterora, não tem nenhuma fonte de conhecimento acessível e humana sobre o assunto que possa esclarecer suas dúvidas. A falta de conhecimento favorece as gestações indesejadas e desprepradas, que são um risco para a saúde da jovem e do bebê e limitam fortemente as possibilidades futuras da mãe que, muitas vezes, tem que parar de estudar para cuidar da criança.
Ademais, a falta de educação sexual na maioria das escolas amplifica a ignorância dos adolescentes que, graças ao estigma social, tem vergonha de tentar conversar com algum adulto sobre sexo. Por mais que exista a concepção de que educação sexual incentivaria os jovens a se tornarem sexualmente ativos, a realidade é que isso acontecerá independentemente disso. Assim, a educação sexual é benéfica e capaz de reduzir casos de gravidez indesejada ao ensinar sobre métodos de proteção e prevenção. Afinal, como dito por Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
Portanto, percebe-se que o principal culpado pela gestação precoce no Brasil é a dificuldade de acesso à informação sexual. Dessa maneira, cabe ao governo, e mais precisamente ao ministério da educação, prover os jovens de conhecimento sexual com o fim de reduzir casos de gravidez na adolescência. Por meio de projetos que tornem aulas de educação sexual obrigatórias nas escolas brasileiras e campanhas de disseminação de conhecimento sexual sobre, por exemplo, métodos contraceptivos, esse objetivo é capaz de ser alcançado.