Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/09/2022
O documentário “Gravidez na adolescência” retrata o cotidiano de meninas entre 12 e 18 anos que engravidaram, muitas passam por dificuldades financeiras e não sabem como cuidar de um recém nascido. Além disso, sexo é considerado tabu dentro de muitos lares brasileiros, dificultando o acesso à informação dos jovens. Seguindo essa análise, fatores como falta de orientação e dificuldade em planejamento familiar devem ser analisados como propulsores dessa questão.
Tendo em vista essa problemática, muitos serão os impactos na vida de mães e pais que têm filhos na adolescência, como problemas de relacionamento, dificuldade nos estudos - por consequência, a dificuldade em conseguir emprego -, tais situações seriam amenizadas caso esses tivessem orientação adequada. Ademais, muitas jovens que passam por violência sexual em suas casas não denunciam, acreditando ser apenas um carinho e não sabem a real dimensão do fato. À exemplo disso, o caso da menina, no Espírito Santo, de 10 anos que era estuprada pelo tio e engravidou, ela alega que não denunciou pois achava ser apenas uma demonstração de afeto, tal fato evidencia a necessidade de orientação sobre sexo e violência sexual com crianças e adolescentes.
Além disso, a dificuldade em planejamento familiar potencializa os casos de gravidez na adolescência. Esse assunto se traduz em fazer um projeto de vida, por exemplo planejar com o que irá trabalhar, se terá filhos e se sim, quantos. O problema ao não ter planejamento pode ser exemplificado no documentário “Gravidez na adolescência”, na qual Carolina engravidou aos 16 anos, o namorado havia pedido para ter um filho, pois era um desejo dele. Mas, nenhum dos dois possuíam fonte de renda e não tinham completado os estudos. Assim, se houvesse um planejamento familiar e diálogo com os responsáveis, a gravidez seria evitada.
Portanto, fica evidente a importância de conversar com crianças e adolescentes sobre gravidez na adolescência. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela disseminação de informações confiáveis sobre saúde, promover debates a fim de que jovens e adolescentes tenham acesso à informações sobre violência sexual, como evitar uma gravidez e planejamento familiar, sendo feito por meio de palestras em escolas.