Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/10/2022

O aclamado filme de 2016 “simplesmente acontece”, apresenta a história de Rosie, uma garota de 17 anos, que engravida, de um colega de classe, no último ano da escola. Fora da ficção, a questão da gravidez na adolescência no Brasil ainda configura um desafio a ser sanado. Assim, é lícito afirmar que a má orientação educacional e a influência dos meios urbanos contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Sob esse viés, é imperativo pontuar que, de acordo portal de notícias G, apenas em São Paulo, no ano de 2014, 87.293 mulheres entre 15 e 19 se tornaram mães. A desinformação sobre educação sexual faz com que esse quadro se agrave. Atualmente, esse assunto ainda é um tabu entre pais e filhos, que buscam a internet para obter respostas sobre contraceptivos e atos sexuais, em vez de ter uma orientação adequada dos pais. Desse modo, é importante que os adolescentes tenham instruções seguras sobre o assunto.

Ademais, vale ressaltar que a influência do meio urbano tem feito com que as ficadas de uma noite e a prostituição aumentassem, visto que a grande maioria das meninas menores de idade, que vendem o seu corpo, vem de periferias e não possuem perspectiva de futuro, e fazem isso para acumular uma renda. Considerado um problema de saúde pública pela OMS, a gravidez na adolescência pode causar inúmeros malefícios a mãe, que não possui o corpo totalmente desenvolvido para gerar um filho, colocando em risco também a vida do bebê. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para melhorar esse cenário. Posto isso, o Ministério da Saúde deve, por meio de palestras em escolas, conscientizar adolescentes sobre educação e DSTS, a fim de fazer com que esses jovens entendam que precisam da orientação de pessoas confiáveis. Ademais, vale ao ministério das comunicações juntamente com a OMS fazer propagandas que passem nos cais de TV aberta para que as meninas entendam os malefícios da gravidez precoce. Dessa forma, espera-se que esse assunto não seja mais um tabu entre as famílias