Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/10/2022
A Constituição Federal, no artigo 6º, assegura à proteção da infância como direito fundamental. Contudo os altos índices de gravidez na adolescência, fere a legislação. Assim, torna-se essencial o debate acerca da falha na educação sexual, como também a evasão escolar por conta da gravidez.
Diante desse contexto, cabe ressaltar que a educação sexual ainda é um tabu na atual conjuntura. Na série Sex Education, o ator principal Otis é filho de uma sexóloga e abre uma clínica sexual clandestina dentro da escola para sanar as dúvidas de seus colegas. Paralelo a isso, fica explícito a necessidade da educação sexual nas escolas, já que com informações sobre o uso de preservativos, os casos de gravidez precoce diminuiriam, e consequentemente o tabu vigente acabaria, formando jovens informados acerca do assunto.
Ademais, cabe citar que a gravidez precoce ocasiona a evasão escolar de jovens e adolescentes. Segundo estudo da Fundação Abrinq, cerca de 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental. Análogo à isso, os números alarmantes demonstram a evasão escolar precoce dessas jovens, fato que evidencia como a escola fica para um segundo plano, muitas vezes por não ter condições financeiras para arcar com uma babá no horário de aula, e assim comprometendo a conclusão da educação formal dessa jovem.
Portanto, considerando os fatos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas interventivas. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação- órgão responsável por administrar a educação no país- adicionar na grade escolar palestras sobre a educação sexual, com o objetivo de ensinar e conscientizar jovens acerca do assunto, como também a prestação de apoio as jovens que já são mães, com aulões on-line por meio de plataformas digitais e com a distribuição de notebooks para as alunas cadastradas.