Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/10/2022
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, padronizada pela falta de conflitos e problemas. No entanto, essa sociedade apresentada pelo autor é antagônica à realidade brasileira, visto que a gravidez na adolescência ainda é uma realidade no país. Esse quadro é um grave problema e tem como uma das causas a falta de informação quanto ao assunto e tem como uma possível consequência a evasão escolar das jovens grávidas.
Em primeiro plano, vale ressaltar que assuntos relacionados ao sexo ainda é um tabu no Brasil. Nesse sentido, deve-se observar que, de acordo com o psicanalista Sigmund Freud, quando um assunto é considerado tabu em uma sociedade, a sua discussão deve ser envitada. Esse fato é observado na falta de educação sexual nas escolas, tendo como justificativa que o assunto não é pertinente ou adequando ao ambiente escolar. Logo, a falta de informação sobre a gravidez na adolescência contribui para a perpetuação da questão.
Além disso, cabe mencionar que a evasão escolar é uma das possíveis consequências da gravidez precoce. Esse quadro pode ser observado no documentário “Ausentes: Evasão Escolar no Ensino Médio”. A obra mostra as dificuldades - como o deslocamento até a escola - que as jovens grávidas, ou as que já são mãe, têm para continuar a estudar. Assim, essa situação é um grave problema, visto que o grupo em questão está sujeito a ter uma baixa qualificação para exercer trabalhos mais valorizados monetariamente, o que pode torná-las vulneráveis socialmente devido a baixa remuneração.
Em virtude dos fatos apresentados, com a finalidade de reduzir as ocorrências de gravidez na adolescência, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto ao Ministério da Saúde, promover a disseminação de informações entre os jovens sobre a gravidez precoce . Tal ação deve ser executada por meio da inserção de aulas sobre educação sexual na Base Nacional Comum Curricular. Essas aulas devem ser dadas aos alunos a partir do sexto ano do Ensino fundamental para que desde mais cedo esses adolescentes possam previnir a gravidez precoce.