Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/10/2022
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, de forma análoga ao trecho do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrande, essa pedra é um desafio a ser superado como a gravidez na adolescência no Brasil. Dessa forma, o cenário vigente é fruto da insuficiência governamental e falta de informações adequadas. Sendo assim, emerge um problema que precisa ser resolvido.
Em primeira análise, é válido explanar que a inabilidade do estado tornou-se uma causa latente do problema. Segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o Estado tem como obrigação garantir o bem-estar da nação, no entanto, isto não ocorre no Brasil. Devido à falta de ação governamental, a Organização das Nações Unidas estima que 68,4 % das adolescentes brasileiras enfrentam os desafios e riscos de uma gravidez precoce, como por exemplo, a pobreza e a morte. Desse modo, é imperativo que haja uma mudança na postura estatal.
Ademais, vale salientar que o acesso restrito a informações necessárias sobre o tema impulsiona o réves. De acordo com clérigo inglês Charles Colton, a má informação é pior que a não informação. Sob essa lógica, é possível perceber que a falta de divulgação acerca dos métodos contraceptivos contribuem, de forma expressiva, para altas taxas de gestações entre os jovens. Todo esse quadro retarda a resolução do empecilho, já que continua a perpetuá-lo no corpo social.
Portanto, pode-se inferir que a gravidez na juventude é uma questão relevante que necessita de soluções. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com Ministério da Educação promover aulas e palestras como atividades extracurriculares nas escolas, convidando especialistas da área para elucidar as causas e efeitos de uma gestação precoce, com intuito de formar uma geração mais consientizada. Assim, será possível superar a pedra, citada por Drummond, do caminho