Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/11/2022

No ambiente retratado pela série “Todo mundo odeia o Chris”, muitas mulheres acabam enfrentando a gravidez de forma precoce, fato que altera o rumo de suas vidas de forma brusca. Para além da ficção, o cenário descrito é a realidade do cotidiano de muitas adolescentes que viram mãe enquanto crianças no Brasil. Nessa ótica, a falta de informação e o silenciamento das pessoas contribuem com a perpetuação da problemática. Torna-se então imprescindível discutir as causas da gravidez na adolescência no Brasil para que o problema seja evidenciado.

Diante desse cenário, é valido destacar que os jovens não são informados de forma suficiente acerca do tema. Segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para o mudar o mundo”, entretanto, analisando o contexto social brasileiro, verifica-se que a importante ferramenta de mudança de mundo não é utilizada. Temas como métodos contraceptivos são contornados ou brevemente abordados no método de ensino brasileiro, o que culmina na desinformação dos adolescentes que frequentam as escolas. A longo prazo, a gravidez na adolescência passa, portanto, a ser um acontecimento comum.

Ademais, a falta de debates e atenção midíatica em relação ao fenômeno agravam a problemática. Simone de Beauvior, filósofa existencialista, pontua que mais escandaso que um problema social, é o fato da sociedade se habituar a ele. A partir disso, entende-se que o silêncio das pessoas em torno da alta taxa de fecundidade dentre adolescentes - conforme dados do portal “g1” - é um fator fundamental para sua manutenção, já que impede que suas causas sejam combatidas.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para evidenciar e combater as causas e os efeitos da gravidez precoce no Brasil. Nesse sentido, as escolas devem oferecer palestras e atividades lúdicas que ensinem métodos contraceptivos de forma concreta para seus alunos, a fim de reduzir o número de casos de gravidez. Além disso, empresas de propaganda, sejam de natureza pública ou privada, devem promover campanhas objetivas e apelativas sobre a gravidez na adolescência, a fim de evidenciar a problemática e fomentar o debate, para que assim o silêncio seja quebrado e seus efeitos na sociedade possam ser mitigados.