Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/09/2023
Desde o Iluminismo, percebe-se que um grupo social só avança quando um se mobiliza com o problema do outro. Contudo, quando se observa gravidez na adolescência, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática. E a problemática permanece intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência do governo, seja pela lenta mudança no consciente coletivo.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a gravidez na adolescência rompe essa harmonia, haja vista que, segundo o Ministério da Saúde, 14% de todos os partos em 2020 foram de mães com até dezenove anos.
Outrossim, destaca-se o preconceito da sociedade como impulsionador do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, conectividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, segundo o Ministério da Saúde, 15,3 obtidos a cada mil nascidos vivo são de mães de até dezenove anos, que é acima da taxa nacional que é de 13,4 óbitos a cada mil nascidos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Desta maneira, o Ministério da Saúde deve promover programas que inibam a gravidez na adolescência, como distribuição de preservativos nas escolas com recursos do Governo Federal, isto diminuiria o número de gravidez na adolescência. Como visto por Immanuel Kant, o homem é nada além daquilo que a educação faz dele. Portanto, o Ministério da Saúde deve promover palestras ministradas por psicólogos que discutam a prevenção da gravidez na adolescência. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado no país.