Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/05/2024

Segundo a pensadora brasileira Djamila Ribeiro, o primeiro passo a ser tomado para solucionar uma questão é tirá-la da invisibilidade. Porém, no contexto atual do Brasil, a gravidez na adolescência tem se tornado um problema cada vez mais frequente entre as jovens. Nesse sentido, a falta do aconselhamento no meio familiar e a omissão governamental agravam ainda mais esse problema.

Dessa forma, em primeiro plano, é preciso atentar para o descaso estatal em relação à falta de estrutura em apoio a jovens grávidas. Segundo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. No entanto, a inércia governamental direcionada à tais pessoas não cumpre com o previsto na Carta Magna, visto que a falta de investimento em políticas públicas que garantam auxilio financeiro necessário a tais pessoas nessas condições. Isso contribui para que suas necessidades sejam cada vez mais negligenciadas.

Além disso, a falta de uma boa educação sexual vinda da família é um fator agravante no que tange ao problema. Para Steven Hawking, “as grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo”. Essa conjuntura pode ser observada quando se trata do papel familiar na prevenção de uma relação sexual sem os devidos cuidados, gerando uma possível gravidez indesejada. Isso ocasiona, muitas vezes, diversos traumas e ataques sócias para com as vítimas, os quais devem ser evitados ao máximo.

Portanto, é necessário que esta situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve prover apoio psicológico e financeiro às adolescentes. Por meio de investimentos e pelo exercício das leis, a fim de sanar a vulnerabilidade socioeconômica existente no cotidiano desses grupos. Paralelamente, as famílias devem dialogar e aconselhar os jovens sobre todas as formas de prevenção e as consequências de uma possível gravidez indesejada. Assim, será possível solucionar esta questão, pois será retirada do cenário de invisibilidade, como propõe Djamila.