Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/07/2024

Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, a adolescência varia dos 10 aos 19 anos de idade. No Brasil, essa faixa etária representa cerca de 400 mil grávidas por ano, de acordo com a Organização Pan-americana de Saúde. Transformando a gravidez na adolescência, um problema em evidência no território.O que ocorre devido a situação de vulnerabilidade social e econômica de milhares de mulheres no país e a falta de educação sexual adequada nas instituições educacionais.

Primeiramente, dados de pesquisas realizadas pelo IBGE, instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, afirmam haver uma relação direta entre a quantidade de filhos não planejados e a situação social e econômica da jovem mãe . Colocando as cidadãs em condições de vulnerabilidade mais propícias a gravidez, principalmente antes de adentrar a fase adulta. Tal fato possui diversas explicações, entre elas, a necessidade de vender seu corpo, sem segurança, para garantir algum sustento, resultando em uma gravidez indesejada e em idade inadequada, além da falta de informação a respeito da sua sexualidade e das consequência de uma gravidez.

Além disso, como cita o filósofo brasileiro Paulo Freire, “A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática”. Assim, a falta de disseminação de informação a respeito da gravidez na adolescência e suas causas e consequências, agravam sua ocorrência. Geralmente, os locais mais apropriados para a distribuição desse saber são as redes de ensino, pedagogicamente preparadas. Porém, apesar de já existirem projetos de leis que visam esse conhecimento,não são bem aceitos pelos pais e docentes, que com uma visão deturpada, acreditam que irá incentivar os jovens a iniciar a vida sexual.

Sendo assim, a gravidez na adolescência em evidência no Brasil é ocasionada pela situação de vulnerabilidade social de muitas mulheres no território e pela falta de educação sexual apropriada nas escolas. Sendo assim, é necessário que o Ministério das Mulheres, em conjunto ao Ministério da Saúde, promovam a distribuição de informações acerca do assunto, por meio de cartilhas e palestras, com profissionais capacitados, em escolas da rede pública e privada. Visando assim o aumento da educação sexual no Brasil e, principalmente para os cidadãos vulneráveis, simultaneamente, a diminuição dos casos de gravidez na adolescência.