Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/02/2021

De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, uma sociedade que não questiona, não pode esperar soluções para os problemas que a aflinge. Na esteira desse pensamento, torna-se pertinente a análise sobre a temática “Gravidez na adolecência em evidência no Brasil”, visto que a comunidade, históricamente, marginaliza as minorias, o que promove a falta de apoio da população e do Estado para com o sujeito vítima desse fato social, podendo dificultar a sua incesão no corpo social. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar ao fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, incide discutir que a dignidade humana é uma qualidade intrísseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeiro e a consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notável que o poder público não cumpre com o seu papel enquanto fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona aos adolecentes o acesso a uma educação com a qualidade divida, o que caracteriza um desrespeito descomunal a essa público. A lamentável condição de vulnerabilidade à qual estão submetidos os jovens é percebida na alta taxa de gravidez adolecente brasileira em relação a mundial, devido as desigualdes existentes dentro do país.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de Modernidade Líquida de Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender os interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desso modo, o sujeito ao estar imerso nesse panorama líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de desenvolvimento psicossocial dos adolecentes, por causa da redução no olhar sobre o bem-estar dos menos favorecidos. Em vista disso, os desafios para reduzir a gravidez precoce presente nessa camada, estão presentes na estruturação desigual e opressora da coletividade, bem em como em  seu viés individualista, diminuindo as oportunidades de desenvolvimento social dessa minoria.

Logo, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com instituição de apoio a crianças e adolescentes, proporcione a estes, maiores chances aprendizado sobre a educação sexual e prevenção de gravidez, mediante a implementação do suporte  adequado para a formação escolar desses indivíduos - como profissionais adequados para atendê-los-, a fim de se evitar resultados deficitários na saúde, a marginalização e incersão dos pais e da criança na pobreza. É  imprecindivel, ainda, que as famílias desses adolescentes exijam do poder público a concretude dos princípios constitucionais de proteção a esse grupo, por meio de aprofundamento no conhecimento das leis que protegem essa camada, para que, a partir da obtenção do saber, esse empenho seja fortalecido e, assim, essa parcela receba o acompanhamento necessário para atingir a formação educacional  e o bem estar social.