Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 11/03/2022
“A guerra nunca acaba”. A célebre frase do ex-presidente americano Ulysses Grant, infelizmente, parece se concretizar no mundo atual, em que há uma guerra acontecendo entre Rússia e Ucrânia devido a rivalidades muito mais antigas. Salienta-se que, apesar da disputa ser entre esses dois países apenas, as consequências dele são globais, a exemplo dos problemas econômicos e do temor gerado em várias populações.
De início, devido ao efeito da globalização, isto é, da interdependência econômica entre os países do globo, é notório que a crise econômica gerada na Europa afeta diretamente o Brasil e todo o mundo capitalista. Cita-se, por exemplo, o aumento excessivo no preço do trigo, uma vez que, segundo o economista Igor Lucena, Ucrânia e Rússia produzem juntas 30% da produção mundial desse alimento. Com a diminuição da oferta desse produto, ele e seus derivados se tornam mais caros, soma-se a isso, outros produtos que também sofrerão reajuste de preço e o problema da fome recrudescerá em muitas nações.
Ademais, faz-se mister ressaltar que um conflito desse patamar gera um temor de expansão dele para outros países, contribuindo para a ansiedade das populações de localidades não envolvidas. Nesse âmbito, vale recordar o período da Guerra Fria, em que, as duas superpotências que duelavam nunca chegaram a se enfrentar diretamente, mas a guerra psicológica foi constante, assombrando todas as nações do globo. De forma análoga, apesar da baixa possibilidade dos Estados Unidos entrarem na guerra o medo de uma guerra nuclear com um país tão forte militarmente gera ansiedade em muitas pessoas, contribuindo para o grave problema das doenças mentais na sociedade.
Perante o exposto acima, é de fundamental importância que os agricultores brasileiros concentrem a sua produção nos alimentos que entrarão em crise, a fim de valorizar o agronegócio brasileiro. Ademais, é imprescindível que o Governo promova uma valorização da produção nacional, de forma a fechar a economia brasileira temporariamente aos mercados mais instáveis. Tudo isso a fim de dirimir os impactos da crise no Brasil, e não tornar a guerra algo pior do que já é por essência.