Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 14/03/2022
Dentre os princípios das relações internacionais previstos na Constituição esta a não-intervenção. Líderes do Ocidente têm pressionado a decisão unilateral da Rússia em reconhecer duas cidades ucranianas como autônomas. Em 2014 os dois países estavam envolvidos em outra tensão: a retomada da Crimeia e a deposição de um governo pró-Rússia, que ficou conhecida no documentário “Winter on Fire”. O impacto da guerra é notório no ramo de energia pela Rússia ser responsável por 8% da distribuição de gás natural na Europa.
Nesse sentido, o Velho Continente esta recorrendo à políticas que visam descontos no preço do petróleo e na conta de luz. A Alemanha interrompeu o contrato de construção do segundo gasoduto, o que gerou prejuízo em dezenas de bilhões de dólares para o Kremlin. O mesmo também foi retirado do modo de pagamento “swift”, que liga os bancos de todo mundo. A Rússia, apesar da queda do Rublo, tenta se manter nos fundos adquiridos pelos anos prósperos e à “amizade incondicional” junto a China, outra potência global.
No entanto, os asiáticos, apesar da inclinação amigável, condenaram os ataques e esperam que a paz seja estabelecida. Um ponto de difícil concordância nas negociações esta relacionado à entrada da Ucrânia na OTAN, associando a ação ao conhecido por “Revoluções Coloridas” por aqueles que antes pertenciam ao conjunto da União Soviética. Recentemente ocorreu um entrave relacionado aos povos das regiões afetadas e foi formado um corredor humanitário, ambos se acusaram por romper o acordo com trocas de tiros.
Logo, se faz mister que haja uma colaboração das partes no que tange o cessar fogo e à passagem segura dos afetados para outros lugares. A União Europeia e os países da OTAN devem pressionar para que a saída de civís seja pacífica. As nações desenvolvidas devem buscar alternativa para o fornecimento de energia em transição para a limpa. O respeito a soberania do Estado esta ameaçada.