Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 23/03/2022

No século XX, o mundo presenciou um conflito ideológico entre as potências da Rússia e Estados Unidos, que afetou as relações econômicas e políticas do mundo inteiro, esse conflito ficou conhecido como “Guerra Fria”. No século XXI, o mundo passa por um efeito semelhante ao que foi na famigerada “Guerra Fria”, visto que se iniciou um conflito entre as nações da Rússia e da Ucrânia, essa guerra está provocando efeitos globais que precisam ser discutidos.

De início é válido discutir as consequências das sanções impostas sobre a Rússia pelos demais países da Europa e do continente americano, pois apesar de serem uma alternativa para impedir o presidente russo, Vladimir Putin, de seguir com o conflito contra Ucrânia, acabou por afetar a economia global, visto que os produtos russos são uma grande parcela do mercado internacional e com por conta das sanções e desvalorização da moeda russa, o mundo sofre dificuldades de suprir a falta de produtos russos. Essa situação pode ser observada pela elevação dos preços de combustíveis exportados pela Rússia, no qual a gasolina pode chegar, de acordo com a JPNEWS, aos 10 reais, estabelecendo uma situação alarmante no cenário da economia brasileira.

Além disso, é necessário se atentar aos efeitos da guerra no mercado alimentício internacional, pois tanto a Rússia quanto a Ucrânia tem grande relevância na exportação de alimentos e de matérias primas necessárias para o desenvolvimento da agricultura internacional. Por conta do conflito entre os países, o preço dos produtos, como o trigo e a soja, acabaram crescendo e por conta dessa elevação nos preços, alguns economistas da AgênciaBrasil apontam que por conta da instabilidade do leste europeu, brasileira pode sofrer com uma inflação e um aumento adicional nos juros.

Logo, com o que foi mencionado, é necessário que a Organização Mundial do Comércio (OMC) atrelado a Organização das Nações Unidas (ONU), explore novas fontes energéticas, de forma a combater a demanda energética do petróleo russo e elaborar um plano econômico, que facilite a importação e exportação de alimentos, esperando estabilizar o mercado alimentício internacional.