Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 06/04/2022
Desde o aparecimento em escala global do coronavírus nos últimos anos, o mundo não ficava tão apreensivo com um evento de força suficientemente preocupante e com consequências inesperadas para todos os países, inclusive no Brasil, que também faz parte de uma globalização envolvendo interdependência entre as nações em muitos setores, não só economicamente.
As razões para um país como a Rússia entrar em conflito com a pequena nação ucrâniana , comparativamente não só em sua geografia, mas sua força bélica, econômica e política, vão além das justificativas oficiais russas, como a dita influência da Otan, visto que, a cultura dos dois estão intimamente ligadas, prova disso a existência de uma parcela da população ucraniana pró Rússia, pelos vinculos históricos e sociais. Pórem, isso não justifica um ataque desproporcional de forças com vitimização de inocentes e tudo que provem desse ato.
Os impactos econômicos já começam a aperecer mundialmente, demostrando essa ligação no mercado global com a Rússia, sejam multilaterais, como exportação e importação de comodites e petróleo, por exemplo, ou bilaterias, tal como dependência energética e fertilizantes agrícolas, para países específicos. Provocando um rearranjo comercial que requer tempo para normalização, ou seja, diminuir inflações, desempregos, desabitação, fome, além das vítimas diretas e indiretas das batalhas entre os dois países do conflito.
No Brasil, também chegam esses efeitos colaterais mencionados, além de ameaçar a principal atividade econômica do país, a agricultura, há um aumento da inflação que afeta um país que ainda lida com as consequências da pandemia. Além disso, há o fator diplomático entre as nações, já que uma posição política que desagrade os envolvidos na guerra, também é fator influenciador na economia.
Contudo, o maior impacto, não que os outros sejam amenizados, mas pouco discutido, seria sobre a liberdade dos povos, além dos russos e ucranianos. Independente de escolha ideológica, o respeito a liberdade individual com direito de ir e vir, de uma vida digna e de livre pensamento, deveria ser prioridade, independente dos interesses privados de governantes ou grupos sociais. Uma guerra pode matar um homem, mas uma vida sem liberdade mata sua alma.