Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 20/04/2022

Os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia não são recentes vem desde pós União Soviética. O ápice do atrito entre essas nações foi a adesão ucraniana a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como Putin é contra declarou à invasão das terras Ucranianas. Os impactos dessa guerra afetam o Brasil e o mundo, a curto prazo é perceptível as consequências relativas ao setor de alimentos e na oscilação da economia mundial.

Ambos os países do leste europeu que estão em guerra são grandes produtores de commodities e contribuem para produção alimentar em escala global. Dentre suas matérias primas exportadas têm-se os grãos e fertilizantes, o último contribui fortemente para as plantações brasileiras. Segundo dados fornecidos pela BBC Brasil, a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que o conflito contribuirá para que o preço dos alimentos no mundo possa subir até 20%, e essa elevação dos preços já é sentida pelos brasileiros, principalmente nos alimentos derivados do trigo, como o pão, em razão disso muitos brasileiros vem reduzindo suas compras.

Outro ponto que está sendo abalado pela guerra é a economia mundial. Como punição pela invasão Russa, a OTAN, o Japão, Suíça e Coréia do Norte aplicaram sanções econômicas a Rússia. Dentre elas o isolamento do sistema financeiro, limitação do patrimônio. Ressaltasse que a Rússia é uma das maiores exportadoras de petróleo e fontes de energia, a última é utilizada em muitos países europeus, e por conta disso ainda não foram cortadas. Porém essas sanções engendram em diversas consequências desfavoráveis na economia mundial e fez com que muitos países busquem a oferta desses insumos em outros locais, por exemplo no Emirados Árabes e Irã. No Brasil afetou fortemente os preços dos produtos ligados ao petróleos e gás, aumentando consideravelmente os valores da gasolina e dos gás de cozinha.

Portanto, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministro do Exterior buscar alternativa de fornecedores dos insumos que vem do mercado do leste europeu, negociando com o intuito de estabilizar a economia, assim como outros países da Europa vem fazendo. Visto que o Brasil adotou uma política de neutralidade com relação ao conflito e não deve negociar com a Rússia e a Ucrânia.