Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 12/05/2022

A globalização, que se alastrou mundialmente, veio a representar durante o século XXI, o acréscimo do desejo de dominação e da detenção de capital. Em virtude disso, surge a guerra entre Rússia e Ucrânia que imprime como consequências a eclosão de adversidades econômicas, sociais e políticas que penetram no território brasileiro e em todo o globo. Nesse sentido, torna-se perceptível que as nações afligidas pelo conflito são amplamente afetadas tanto no âmbito agrícola, bem como no energético.

Sob uma conjuntura inicial, é vital entender que a Russia e Ucrânia contribuem imensamente para o fornecimento de utensílios agrícolas e comestíveis, em torno do planeta. Entretanto, a guerra existente obriga que medidas sejam tomadas pelos países ativos no confronto, e, assim, o Brasil e os demais territórios, acabam por sofrer com os efeitos da queda nas exportações de insumos, além de arcarem com aumento do custo de venda. O filósofo francês Sartre, nessa perspectiva, afirma que a violência, idependente da maneira se manifeste, é sempre uma derrota, justificando, assim, que essa guerra é uma perda, dado que, debilitará os envolvidos e levarão prejuízos a outros países, no ramo alimentício.

Ademais, vale salientar que a região russa se destaca por ser a maior produção global de gás natural e a terceira maior de petróleo. Diante dessa ótica, a Rússia perante o contexto de guerra, a fim de manter recursos e controlar crises, se vê obrigada a elevar as taxas, o que compromete os países compradores que precisam elaborar planos para obterem as fontes de energia de forma menos desvantajosa. À vista disso, o filósofo George Santayana explicita que aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repetí-los, evidenciando-se, que, aprender com guerras que assolaram a humanidade em tempos remotos é prevenir catástrofes futuras e conter prejuízos, tal como a falta de energia.

Depreende-se, portanto, a necessidade de criar alternativas que mitiguem os impactos da guerra. Destarte, compete aos Estados Nacionais fomentar a adoção de energia alternativas, por meio de incentivos fiscais que estimulem o seu uso, objetivando a menor dependência das fontes de energias fornecidas pelo Rússia. Dessa maneira, os erros do passado como afirma Santayana serão evitados.