Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 02/05/2022

Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia, país limítrofe. O ataque foi motivado pela expansão da influência da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Leste Europeu, uma ameaça direta à Rússia, que pretende restabelecer sua hegemonia sobre a região à semelhança da ex-URSS no contexto da Guerra Fria. O conflito, que ainda não terminou, impacta diretamente o mundo e o Brasil. Além disso, é responsável por desencadear diversos problemas no que se refere a aspectos econômicos e sociais, principalmente.

Em relação aos problemas econômicos, os setores de energia e alimentação são os mais afetados. A Rússia é um dos países que mais exporta petróleo e gás natural. Sendo assim, seus preços aumentam e, em especial, países europeus (os mais dependentes do gás natural), têm sua produção industrial comprometida. O Brasil é o maior importador de fertilizantes russos e, embora exporte, também compra trigo e milho dos países em conflito. O não fornecimento desses produtos provoca pressão sobre os brasileiros e crise no abastecimento interno do país.

Ainda no contexto da guerra, vale ressaltar o processo de fuga das regiões em conflito. Mais de 1 milhão de ucranianos se deslocaram para países vizinhos como Polônia, Hungria e Romênia. No entanto, embora eles ofereçam ajuda humanitária, muitos não estão preparados para receber esse grande número de pessoas e inseri-las novamente no mercado de trabalho, principalmente porque muitos deixam tudo para trás, incluindo documentos e pertences.

Visando minimizar os problemas resultantes do conflito, é necessário, em primeiro lugar, que os países do globo se unam juntamente com a ONU (Organização das Nações Unidas) e busquem encontrar soluções para esse conflito, a fim de que os países envolvidos entrem em acordo. Sobre o aspecto econômico, dinamizar a produção dos países por meio de tecnologias, e estabelecer acordos sobre os produtos estrangeiros é de suma importância. Por fim, a ACNUR, agência da ONU para refugiados e ONGs devem buscar auxílio financeiro, donativos e voluntários de diversos países, para oferecer moradia, saúde, educação e trabalho pelo tempo necessário até que os ucranianos possam recomeçar.