Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 02/05/2022
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia é considerada um dos principais acontecimentos deste ano. Isso porque os impactos do conflito foram sentidos no mundo inteiro, devido ao envolvimento indireto de diversos países.
Após a invasão da Ucrânia pela Rússia na última quinta-feira, 24, o conflito entre os dois países transformou-se em uma guerra. Com a entrada das tropas russas em território ucraniano, o mundo voltou a atenção com receios para o Leste Europeu. O mercado financeiro reage com fortes quedas das bolsas globais, influenciadas pela tensão com o desdobramento do conflito, e vê um ambiente incerto para os próximos dias.
Os conflitos entre os dois países tiveram início em 2014, quando o governo russo reivindicava a anexação da Península da Criméia, então território ucraniano. Apesar da identificação étnica da região com a Rússia, o governo de Kiev não reconheceu o referendo em que a população escolheu pela anexação do local ao território russo. Já em 2022, a Rússia cobra que a Ucrânia reconheça a autonomia das regiões de Luhansk e Donetsk, que estão no leste do país e reivindicam sua independência. E mais do que isso, o governo russo não admite a ocidentalização da Ucrânia com sua possível entrada para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e para a União Europeia (UE).
Como consequência das incertezas econômicas, somadas ao confronto entre Rússia e Ucrânia, o Brasil deve registrar uma estagnação no mercado de trabalho, com uma fraca recuperação do emprego em 2022. E a deterioração dos indicadores pode ser intensificada, dependendo da duração da guerra no leste europeu.
Outra consequência da guerra é a revisão da matriz energética europeia, pois os países do continente dependem do gás russo. “Na busca por alternativas à produção de energia elétrica, busca-se não só reduzir a dependência de combustíveis fósseis que vêm da Rússia e que são altamente poluentes, mas, também, aprimorar outras tecnologias, teoricamente mais rentáveis e com menores impactos ambientais, como as matrizes eólica, solar e termonuclear”, analisa o professor Luis Valle.