Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 07/05/2022
Após a recente invasão da Ucrânia pela Rússia, torna-se impossível não relembrar os anos de Guerra Fria e os impactos gerados pela Crise dos Mísseis, em 1962. Como à época, o atual conflito Europeu, embora não fomente uma guerra armada direta entre Estados Unidos da América (EUA) e Rússia, pode trazer grandes impactos econômicos. Nesse contexto, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos impactos, pois, industrialmente, ainda depende de outros blocos econômicos. Assim, a fim de mitigar esses problemas e proteger-se das próximas crises, o país precisa investir em ciência e tecnologia, a fim de tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.
De fato, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, rendeu ao país de Vladimir Putin uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. Esse bloqueio econômico impede que diversos países negociem diretamente com a Rússia, que é, segundo a Organização das Nações Unidas, o maior produtor de gás natural do mundo. O problema é que, países como a Alemanha, França e Japão dependem totalmente do gás natural russo. Portanto, a saída soviética do mercado Europeu desestabiliza a economia mundial, uma vez que sua matriz energética depende do gás natural produzido russo.
Portanto, diante do exposto, fica claro que o Estado tem de intervir subsidiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por intermédio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis e alimentos menos sensível às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível e garantindo o bem estar social do seu cidadão.