Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 11/05/2022

Após a recente invasão da Ucrânia pela Rússia, torna-se impossível não relembrar da Guerra Fria e os impactos gerados pela Crise dos Mísseis, em 1962. Como à época, o atual conflito Europeu, embora não fomente uma guerra armada direta entre Estados Unidos da América (EUA) e Rússia, pode trazer grandes efeitos econômicos. Nesse contexto, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos resultados, pois, industrialmente, ainda depende de outros blocos econômicos. Sendo assim, a fim de mitigar esses problemas, e proteger-se das próximas crises, o país precisa investir em ciência e tecnologia, a fim de tornar a indústria nacional livre do mercado internacional.

Em primeiro plano, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, rendeu ao país de Vladimir Putin uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. Esse bloqueio econômico impede que diversos países negociem diretamente com a Rússia, que é, segundo a ONU, o maior produtor de gás natural do mundo. O problema é que, países como a Alemanha, França e Japão dependem totalmente do gás natural soviético. Portanto, a saída moscovita do mercado Europeu desestabiliza a economia mundial, uma vez que sua matriz energética depende do gás natural local.

Outrossim, para entender como se dão esses efeitos no Brasil, é necessário buscar o funcionamento da produção de combustíveis fósseis e o agronegócio brasileiro. De acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), embora o país seja independente com relação à extração de petróleo, não domina as técnicas de refinamento, dependendo de países como EUA. Ademais, mesmo sendo o maior produtor agrícola mundial, o Brasil importa da Rússia os fertilizantes necessários ao agronegócio. Isso faz com que o produto final da indústria nacional alcance preços impraticáveis ao consumidor e comprometa sua qualidade de vida.

Em síntese, diante do exposto, fica claro que o Governo tem de intervir, subsidiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por intermédio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis e alimentos menos sensível às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível e garantindo o bem estar e social do cidadão.