Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 15/05/2022

A Guerra Fria foi uma disputa entre as duas superpotências da época: Estados Unidos (EUA) e União Soviética (URSS), porém sem nenhum conflito armado, de maneira análoga a isso, Guerra entre Rússia e Ucrânia. Nesse prisma, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos impactos, destacam-se dois aspectos importantes: o país precisa investir em ciência e tecnologia, a fim de tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.

Em primeira análise, evidencia-se que conflito provocado pela invasão do território ucraniano pela Rússia já provocou o encarecimento do petróleo, do gás natural e dos alimentos em todo o mundo, atingindo as economias mesmo em países que não compram esses insumos diretamente da Rússia ou da Ucrânia. No caso do Brasil, cerca de 60% de tudo o que é transportado aqui depende de combustíveis fósseis. É por isso que o Brasil aparece entre as economias que mais devem sofrer os efeitos econômicos indiretos dessa guerra. Dessa forma, a saída soviética do mercado desestabilizará a economia mundial.

Além disso, é notório como a indústria nacional deve parar de ser tão dependente do mercado internacional, pois assim, a guerra acaba afetando drasticamente outros países só por terem essa dependência econômica. O Brasil ainda recebe um impacto direto do conflito por causa da necessidade que o país tem de fertilizantes que vêm da Rússia. Consoante a isso, com a diminuição da importação de fertilizantes, algumas culturas ficam comprometidas, e o preço dos combustíveis mais caro aumenta o custo de transporte dos alimentos, fazendo com que eles cheguem com elevação de preços aos consumidores finais.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter os impactos da Guerra entre Rússia e Ucrânia. Dessa maneira, cabe ao Estado intervir, financiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por meio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis e alimentos menos vulnerável às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional acessível e garantindo o bem-estar social do cidadão.