Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 05/06/2022
Após a recente invasão da Ucrânia pela Rússia, torna-se impossível não relembrar os anos de Guerra Fria e os gerados em consequências pela Crise dos Mísseis, em 1962. Como à época, o atual conflito Europeu, embora não fomente uma guerra armada direta entre Estados Unidos da América (EUA) e Rússia, pode trazer grandes impactos econômicos. Nesse contexto, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos impactos
De fato, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, rendeu ao país de Vladimir Putin uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. Esse bloqueio econômico impede que diversos países negociem diretamente com a Rússia, que é, segundo a Organização das Nações Unidas, o maior produtor de gás natural do mundo. O problema é que, países como a Alemanha, Françae japão dependem totalmente do gás natural russo. Portanto, a saída soviética do mercado Europeu desestabiliza a economia mundial, uma vez que sua matriz energética depende do gás natural produzido pelos russos.
Por conseguinte como se dão esses impactos no Brasil, é necessário entender como funciona a produção de combustíveis fósseis e o agronegócio brasileiros. De acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), embora o país seja independente com relação à extração de petróleo, não domina as técnicas de refinamento, dependendo de países como EUA. Além disso, mesmo sendo o maior produtor agrícola mundial, o Brasil importa da Rússia os fertilizantes necessários ao agronegócio. Isso faz com que o produto final da indústria nacional alcance preços impraticáveis ao consumidor e comprometa sua qualidade de vida.
Portanto, diante do exposto, fica claro que o Estado tem de intervir, subsidiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por intermédio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis e alimentos menos sensível às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível e garantindo o bem estar social do seu cidadão.