Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 07/06/2022
O mundo inteiro está com os olhos voltados à guerra entre Rússia e Ucrânia, uma vez que tal conflito não se limita apenas à esses dois países, pois os efeitos do confronto entre russos e ucrânianos atinge diversas outras nações, como o Brasil, que sofre com as mudanças no cenário do agronegócio nacional provocada pela guerra, que, indiretamente, colabora com o contexto da fome que aflige a população brasileira.
Diante desse cenário, o país enfrenta dificuldades em lidar com as baixas importações de fertilizantes russos, produtos que representam 70% do insumo usado na agricultura, conforme o Mapa. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos, mas isso está vinculado aos recursos que são importados da Rússia, como por exemplo, fertilizantes. Em 2021, conforme dados disponibilizados pelo Ministério da Economia, 23% dos adubos e fertilizantes químicos importados vieram da Rússia, porém, em 2022, esse percentual caiu drasticamente, uma consequência da guerra.
Consequentemente, a diminuição de recursos fundamentais para a agricultura do Brasil, colabora com o aumento dos índices de insegurança alimentar que volta a assolar o país depois de anos. Sem recursos necessários para o cultivo de alimentos, os produtos se tornam mais caros, o que afeta a parcela mais pobre da sociedade. É conveniente destacar uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais, que destacou o salto de 30% para 36% de brasileiros que vivem sob ameaça de fome, atingindo a média global. Tal desleixo do governo, apenas enfatiza a icônica canção de Ney Matogrosso, “tem gente com fome”, e nada mudou.
Portanto, com o objetivo de parar os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia, e de contornar conflitos de larga escala, os principais países que contribuem com o PIB, devem promover a paz entre nações, além de criar um programa de apoio à países vizinhos em situações de miséria e pobreza, num cenário de guerra. No Brasil, para retardar o avanço da fome, o Ministério da Economia e o Mapa, devem promover a eficácia de programas com apoio à famílias necessitadas.