Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 14/07/2022

A recente invasão da Ucrânia pela Rússia, torna-se impossível não relembrar os anos de Guerra Fria e os impactos gerados pela Crise dos Mísseis, em 1962. Nesse contexto, o Brasil sofrerá diversos impactos, pois, industrialmente, ainda depende de outros blocos econômicos,como outos países. Assim, a fim de mitigar esses problemas e proteger-se das próximas crises, o país precisa investir, afim de tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.

Primeiramente, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, rendeu ao país de Vladimir Putin uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. Esse bloqueio econômico impede que diversos países negociem diretamente com a Rússia, que é, segundo a Organização das Nações Unidas, o maior produtor de gás natural do mundo.O problema é que, países como a Alemanha, França e Japão dependem totalmente do gás natural russo. Portanto, a saída soviética do mercado Europeu desestabiliza a economia mundial, uma vez que sua matriz energética depende do gás natural produzido russo.

Ademais,para tais impactos no Brasil é necessário entender como funciona a produção de combustíveis fósseis e o agronegócio brasileiros. De acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), embora o país seja independente com relação à extração de petróleo, não domina as técnicas de refinamento, dependendo de países como EUA. Além disso, mesmo sendo o maior produtor agrícola mundial, o Brasil importa da Rússia os fertilizantes necessários ao agronegócio. Isso faz com que o produto final da indústria nacional alcance preços impraticáveis ao consumidor e comprometa sua qualidade de vida.

Portanto, fica claro que o Estado tem de intervir subsidiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por intermédio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis e alimentos menos sensível às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível e garantindo o bem estar social.