Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 26/08/2022

Em 1947, a Guerra Fria foi deflagrada e a nova ordem mundial bipolar entre as duas grandes potências econômicas da época, Estados Unidos e União Soviética (URSS), se instalara na modernidade. Esse período, longe do seu fim, traz concequências à contemporaneidade, visto os impactos diversos a outros países, devido ao conflito hodierno entre Ucrânia, ex-território da URSS, e Rússia, antiga República Socialista. Isso se deve ao sistema globalizado das relações internacionais o qual implica em crises econômicas em territórios nâo envolvidos diretamente nesse confronto.

A partir disso, primeiramente, a globalização possibilitou a internacionalização da informação e sobretudo da economia. Dessa forma, como resultado dessa rede articulada do mundo monetizado e desigual, tem-se a ampliação dos impactos de conflitos locais, especialmente sobre os países em desenvolvimento. Assim, o geógrafo brasileiro Milton Santos afirma que se consolida uma “globalização perversa”, a qual se caracteriza pela tirania do dinheiro e pela competição entre potências. Esse globaritarismo, chamado assim pelo pensador, acarreta crises e confrontos bélicos, que intensificam a estratificação econõmica entre países, principalmente no Brasil, como ocorre no cenário atual de guerra na Ucrânia.

Ademais, o saldo desse contexto mundial é negativo para as nações que dependem dos recursos externos de gás natural e insumos agrícolas, que tem a Rússia, sobre a qual foram impostas múltiplas sanções, como principal fornecedor. Desse modo, o Brasil, país emergente e ainda economicamente agroexportador, enfrenta os resultados da tensão mundial, visto que cerca de 22% dos fertilizantes importados tem origem russa, conforme o site da emissora Globo (G1).

Portanto, é imprescindível para as economias locais a adoção de medidas que minimizem os impactos causados pela guerra entre Rússia e Ucrânia no Brasil e no mundo. Assim sendo, a Organização das Nações Unidas deve incentivar os países a tornarem-se mais independentes, apresentando alternativas energéticas, como biocombustíveis. Além disso, fomentar investimentos na área química para o autoabastecimento de fertilizantes, tornando ínfima as perdas econômicas e visando uma outra globalização, mais humana, de acordo com Milton Santos.