Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 25/09/2022

Após a recente invasão da Ucrânia pela Rússia, torna-se impossível não recordar os abalos gerados pela Crise dos Mísseis e os anos de Guerra Fria. Como à época, o atual conflito Europeu, embora não ocasione uma guerra armada direta entre Estados Unidos da América (EUA) e Rússia, pode trazer grandes consequências econômicas. Nesse sentido, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos impactos pois, industrialmente, ainda depende de outros grupos econômicos. Assim, a fim de atenuar esses problemas e proteger-se das próximas crises, o país precisa investir em ciência e tecnologia, com a finalidade de tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.

Realmente, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, rendeu ao país de Vladimir Putin uma série de punições mercantes impostas pelo governo dos EUA. Essa barreira econômica impede que diversos países negociem diretamente com a Rússia, que é, segundo a Organização das Nações Unidas, o maior produtor de gás natural do mundo.

Assim para entender como se dão esses impactos no Brasil, é necessário compreender como funciona o agronegócio brasileiro e a produção de combustíveis fósseis. De acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), embora o país seja independente com relação à extração de petróleo, não domina as técnicas de refinamento, dependendo de países como EUA. Também, mesmo sendo o maior produtor agrícola mundial, o Brasil importa da Rússia os fertilizantes necessários ao agronegócio. Isso faz com que o produto final da indústria nacional alcance preços inviáveis ao consumidor e comprometa sua qualidade de vida.

Logo, diante do exposto, fica evidente que o Estado tem de intervir, contribuindo com maiores investimentos em tecnologia. Deste modo, por intermédio do MCT, a Organização precisa arrecadar recursos e melhorar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis e alimentos menos vulnerável às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível e garantindo o bem-estar social do seu cidadão.