Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 28/09/2022
Na esteira da recente invasão da Ucrânia pela Rússia, é impossível não relembrar as consequências dos anos da Guerra Fria e da crise dos mísseis, quando o atual conflito europeu, embora não promova uma guerra armada direta entre os Estados Unidos e a Rússia, poderia ter teve enormes consequências econômicas. Nesse caso, o Brasil é um país cuja economia sofrerá múltiplas consequências, pois permanece industrialmente dependente de outras economias. Portanto, para amenizar esses problemas e se proteger da próxima crise, o país precisa investir em ciência e tecnologia para tornar a indústria nacional independente do mercado internacional. O governo dos EUA impôs uma série de sanções comerciais ao país de Vladimir Putin. Segundo as Nações Unidas, o bloqueio econômico impediu que vários países negociassem diretamente com a Rússia, o maior produtor mundial de gás natural.Assim, a retirada da União Soviética dos mercados europeus desestabilizaria a economia mundial, pois sua matriz energética depende do gás natural produzido na Rússia. Para entender como esses impactos ocorrem no Brasil, é preciso entender a produção de combustíveis fósseis e como funciona o agronegócio brasileiro. O Ministério da Ciência e Tecnologia disse que, embora o país seja independente na exploração de petróleo, não domina a tecnologia de refino de petróleo, que é da responsabilidade de países como os Estados Unidos. Além disso, apesar de ser o maior produtor agrícola do mundo. , o Brasil importa fertilizantes da Rússia para uso no agronegócio. Isso faz com que os produtos finais das indústrias nacionais atinjam preços irreais para os consumidores, comprometendo sua qualidade de vida.Portanto, diante do exposto, fica claro que o Estado deve intervir subsidiando mais investimentos em tecnologia. Portanto, além de começar a produzir os insumos agrícolas necessários para o agronegócio brasileiro, a UE precisa captar recursos por meio do MCT e modernizar suas refinarias. Dessa forma, o estado reduzirá a sensibilidade de suas indústrias de combustíveis e alimentos às flutuações nos mercados estrangeiros, tornará os produtos domésticos acessíveis e salvaguardará o bem-estar social de seus cidadãos.