Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 11/10/2022

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia no início do ano, torna-se automático relembrar os anos de Guerra Fria, principalmente no período de tensão causado pela Crise dos Mísseis, em 1962. Como à época, o atual conflito Europeu, embora não fomente uma guerra armada direta entre Estados Unidos da América (EUA) e Rússia, pode trazer grandes impactos econômicos. Diante disso, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos impactos, pois, industrialmente, ainda depende de muito da importação. Assim, a fim de mitigar esses problemas e proteger-se das próximas crises, o país precisa investir em ciência e tecnologia, a fim de tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.

Primeiramente, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, expôs o país de Vladimir Putin a uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. O bloqueio econômico impediu que vários países negociassem diretamente com a Rússia, o maior produtor mundial de gás natural, segundo a Organização das Nações Unidas. O problema é que países como Alemanha, França e Japão são totalmente dependentes do gás russo. Portanto, a retirada da União Soviética dos mercados europeus desestabilizaria a economia mundial, pois sua matriz energética depende do gás natural produzido na Rússia.

Segundamente, é necessário entender como funciona a produção de combustíveis fósseis. De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), embora o país seja independente com relação à extração de petróleo, não domina as técnicas de refinamento, dependendo de países como EUA. Isso faz com que o produto final da indústria nacional alcance preços impraticáveis ao consumidor e comprometa sua qualidade de vida.

Portanto, fica claro que o Estado tem de intervir subsidiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por intermédio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo. Com isso, o Estado tornará sua indústria de combustíveis menos sensível às oscilações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível e garantindo o bem estar social do seu cidadão.