Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 10/10/2022
Karl Clausewitz, uma vez militar da Prússia, define a guerra como a extensão da política através de outros meios, tal afirmação expressa com clareza a situação atual dos conflitos entre Rússia e Ucrânia que afetam diversos países no globo. Desde que as exigências geopolíticas da Rússia não foram atendidas, as decisões foram tomadas utilizando-se de outros meios para a aquisição de Crimeia, espaço disputado entre as nações pelo grande potencial econômico e valores culturais.
Desde a colonização, o eurocentrismo foi implantado nos países do continente europeu com demasiada força. Tais nações se viam, e ainda se enxergam dessa forma, como superiores em suas políticas públicas. Isso surpreendeu muitos cidadãos, por pensarem que são suficientemente evoluídos, intelectualmente, sendo assim capazes de evitar certos conflitos na contemporaneidade. No entanto, se nota uma grande presença das nações europeias na lista dos 24 exércitos nacionais mais poderosos de 2022, segundo Global Firepower, um portal que analisa 140 forças militares ao redor do mundo.
Ademais, independente de poderes bélicos, nações do mundo inteiro foram afetadas no quesito da economia de exportação, principalmente em combustíveis fósseis, já que a região disputada no conflito é uma área favorável para a mineração e extração de petróleo. Não apenas a Crimeia, mas a Rússia também participa do bloco econômico BRICS, no qual se inclui o Brasil, o que dificulta as relações internacionais de exportação, pois podem ser vistas como um apoio à nação. Com isso, a população passa por situações de alta na inflação em produtos vindos do exterior, além do aumento no valor da gasolina e diesel.
Dessa forma, se mostra necessário que a instituição que reúne as decisões globais, a ONU (Organização das Nações unidos), se posicione impondo condições para que os conflitos bélicos possam ter seu término, isso inclui também o posicionamento de organizações econômicas, que ambos os países fazem parte, para que possam impor sanções à medida que o conflito cresça. Ademais, é importante que os governantes das nações se prontifiquem para garantir estadia dos refugiados que saem das zonas de conflito, a fim de que sua dignidade e seus direitos humanos sejam garantidos.