Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 10/10/2022
Após a recente invasão da Ucrânia pela Rússia, é impossível não lembrar do impacto dos anos da Guerra Fria e da crise dos mísseis de 1962. Na época, o atual conflito europeu, embora não promovesse uma guerra armada direta entre os Estados Unidos (EUA) e a Rússia, poderia ter enormes consequências econômicas. Nesse caso, o Brasil é um país cuja economia será afetada de várias maneiras, pois industrialmente ainda é dependente de outras economias. Portanto, para amenizar esses problemas e se proteger da próxima crise, o país precisa investir em ciência e tecnologia para tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.
De fato, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, colocou o país de Vladimir Putin sob uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. Segundo a Organização das Nações Unidas, o bloqueio econômico impediu alguns países de negociar diretamente com a Rússia, o maior produtor mundial de gás natural. O problema é que países como Alemanha, França e Japão são totalmente dependentes do gás russo. Assim, a saída da União Soviética do mercado europeu desestabilizaria a economia global, já que a matriz energética depende do gás natural produzido na Rússia.
Para entender como esses impactos estão ocorrendo no Brasil, é preciso entender a produção de combustíveis fósseis e como funciona o agronegócio brasileiro. Segundo pesquisas, embora a indepêndencia na extração de petróleo, não domina a tecnologia de refino, que cabe a países como os Estados Unidos. Além disso, apesar de ser o maior produtor agrícola do mundo, o Brasil importa da Rússia fertilizantes para o agronegócio. Isso faz com que os produtos finais das indústrias nacionais atinjam preços irreais para os consumidores e prejudiquem sua qualidade de vida.
No entanto é de extrema importância a obrigação de uma intervenção vinda do Estado, progredindo com investimentos que possam gerar novas refinarias, que poderão criar uma determinada independência do país.