Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 07/10/2022
É possível observar que após a recente invasão da Ucrânia pela Rússia, torna-se impossível não relembrar os anos de Guerra Fria e os impactos gerados pela Crise dos Mísseis, em 1962. Então, o atual conflito Europeu, embora não fomente uma guerra armada direta entre EUA e Rússia, pode trazer grandes impactos econômicos. Com isso, o Brasil é um país cuja economia sofrerá diversos impactos, ainda depende de outros blocos econômicos. Diante do exposto, a fim de mitigar esses problemas e proteger-se das próximas crises, o país precisa investir em ciência e tecnologia, a propósito de tornar a indústria nacional independente do mercado internacional.
Em primeiro lugar, a ocupação da Ucrânia pela Rússia, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, rendeu ao país de Vladimir Putin uma série de sanções comerciais impostas pelo governo dos EUA. Esse bloqueio econômico impede que diversos países negociem diretamente com a Rússia, que é segundo a Organização das Nações Unidas, o maior produtor de gás natural do mundo. O problema é que, países como a Alemanha, França e Japão dependem totalmente do gás natural russo.
Em segundo lugar, para entender como se dão esses impactos no Brasil, é necessário ver como funciona a produção de combustíveis fósseis e o agronegócio brasileiros. De acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), embora o país seja independente com relação à extração de petróleo, não domina as técnicas de refinamento, dependendo de países como EUA. Além disso, mesmo sendo o maior produtor agrícola mundial, o Brasil importa da Rússia os fertilizantes necessários ao agronegócio. Isso faz com que o produto final da indústria nacional alcance preços impraticáveis ao consumidor e comprometa sua qualidade de vida.
Portanto, fica claro que o Estado tem de intervir, subsidiando maiores investimentos em tecnologia. Assim, por intermédio do MCT, a União precisa captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de passar a produzir os insumos agrícolas essenciais ao agronegócio brasileiro.