Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 09/11/2022
No final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha ficou destruída em diversos âmbitos; econômicos e sociais, além de ter respondido por inúmeros crimes de guerra e pago indenizações para os países pertencentes ao grupo dos Aliados, em decorrência do Tratado de Versalhes. Analogamente, é necessário debater os impactos gerados no Brasil e no mundo pela guerra contemporânea entre a Rússia e Ucrânia. Nesse sentido, apresenta-se como principal estorvo do conflito a crise no fornecimento de energia que, consequentemente, impacta no aumento da exportação de petróleo do Brasil para países europeus e norte-americanos.
Sob essa perspectiva, a interrupção na exportação de gás natural da Rússia para outros países da Europa e Estados Unidos impossibilitará o aquecimento da população durante o inverno. Segundo uma matéria do jornal " O Globo", na Itália, por exemplo, devido à guerra, o preço das contas de energia elétrica aumentaram em 70%, e na Alemanha, instituições públicas estão proibidas de ligarem aquecedores. Logo, depreende-se que caso os governos desses países não busquem outros fornecedores de gás e petróleo, a população europeia e norte-americana estará exposta ao inverno rigoroso e sem condições de se aquecer.
Por consequência, o Brasil apresenta-se como principal exportador de petróleo para países europeus e norte-americanos, fator que resultará no aumento das ações de empresas brasileiras do setor primário. De acordo com dados da Petrobras - indústria petrolífera brasileira -, a demanda por gás natural aumentou em 187% em 2022. Assim, evidencia-se que o Brasil será economicamente beneficiado com o conflito.
Dado o exposto, medidas interventivas devem ser realizadas, a fim de que haja garantia no fornecimento de energia elétrica para os países afetados pela guerra. Portanto, a Organização das Nações Unidas deve estabelecer as possíveis nações exportadoras de petróleo e gás natural, por meio de um congresso mundial que vise realizar negociações e acordos entre exportadores e importadores. Tal medida deve ser tomada com o fito de distribuir as exportações e não sobrecarregar apenas um país fornecedor, como o Brasil, além de garantir o aquecimento da população de todos os países em crise durante o inverno.