Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo

Enviada em 12/05/2024

Depois da recente ocupação da Ucrânia pela Rússia, é inevitável não lembrar dos anos da Guerra Fria e dos impactos provocados pela Crise dos Mísseis em 1962. Assim como naquela época, o atual conflito na Europa, ainda que não resulte em uma guerra direta entre Estados Unidos da América e Rússia, pode ter consequências econômicas significativas. O Brasil, como país que ainda é dependente de outros blocos econômicos do ponto de vista industrial, certamente sentirá os efeitos desse conflito. Portanto, é essencial que o país invista em ciência e tecnologia , como uma forma de evitar problemas futuros e se proteger de eventuais crises.

De fato, a invasão da Ucrânia pela Rússia, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, resultou em uma série de restrições comerciais aplicadas pelo governo dos EUA. Essas medidas econômicas estão impedindo diversos países de negociar diretamente com a Rússia, que é considerada pela ONU como a principal fornecedora de gás natural do planeta. Isso representa um desafio para nações como a Alemanha, França e Japão, que são altamente dependentes do gás natural russo. Assim, a exclusão da Rússia do mercado europeu está causando instabilidade na economia global, já que a sua matriz energética é fortemente baseada no gás natural proveniente russo.

Assim, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, embora o país seja independente na extração de petróleo, não possui as técnicas de refino, segundo países como os Estados Unidos. Além disso, apesar de ser o maior produtor agrícola do mundo, o Brasil importa da Rússia os fertilizantes necessários à agroindústria. Isto significa que o produto final da indústria nacional atinge preços inacessíveis aos consumidores e põe em risco a sua qualidade de vida.

Portanto, tendo em conta o acima exposto, é claro que o Estado deve intervir subsidiando grandes investimentos em tecnologia. Assim, graças ao MCT, a União deverá captar recursos e modernizar suas refinarias de petróleo, além de iniciar a produção de insumos agrícolas essenciais para a agroindústria brasileira. Com isso, o Estado torna a sua indústria petrolífera e alimentar menos sensível às flutuações do mercado externo, tornando o produto nacional economicamente acessível.