Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 09/05/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial ou Revolução Tecnocientífica, no século XX, ocorreu na maior parte dos países, a introdução de instrumentos e maquinários que viabilizaram a terceirização tecnológica de atividades, as quais eram, até então realizadas por humanos. Contudo, torna-se evidente que esse processo resultou em diversas consequências para o mercado de trabalho, já que as máquinas passaram a substituir trabalhadores gradualmente, fator, esse, que desencadeou a necessidade de constante adaptação para a garantia de emprego.
Em primeiro lugar, o desemprego se tornou a sombra da revolução tecnológica digital a partir do século XXI. Mesmo que quando surgiram as máquinas representassem mais b=vagas de emprego, atualmente elas passaram a por em risco a vaga de trabalhadores de ramos como a administração, o jurídico, o de construção e o de extração. Isso porque, com o desenvolvimento delas, tornou-se possível realizar o mesmo trabalho de diversas pessoas mais rapidamente e com menor custo. Por fim, o trabalho humano não-especializado corre grandes riscos frente à obsolescência, de forma que as máquinas passaram a representar um crescimento progressivo e consistente nos índices de desemprego.
Em segundo lugar, junto ao fenômeno supracitado, ocorre a ampliação da necessidade de constante especialização do trabalhador, a fim de que possa garantir sua estabilidade laboral. Isso decorre do fato de que, atualmente, é necessário um diferencial que limite a substituição do indivíduo, seja aquele por meio de formação intelectual ou técnica. Mesmo que isso exija mais recursos, as pessoas com qualificação acabam ocupando cargos de melhor remuneração. Dessa forma, o ingresso bem-sucedido no mercado laboral se resume e exige pesado investimento em capacitação, além de constante busca por adaptação ao mercado de trabalho globalizado.
Finalmente, para que sejam minimizados os impactos ao mercado laboral e, principalmente aos trabalhadores, é mister que o MEC (Ministério da Educação), associado a Secretaria da Educação de cada estado, - responsáveis pela educação e instrução de cidadãos de todo o Brasil, incluam a educação de carreira nas escolas. Essa seria uma disciplina facultativa e que teria como objetivo instrui-los no ingresso ao mercado de trabalho, a fim de que tenham um planejamento adequado e mais chances de progressão.