Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 09/05/2020
O tempo que vivemos é conhecido como “pós-modernidade”, tal conceito foi cunhado pelo pensador francês Lyotard. De acordo com o mesmo, esse é um período em que todas as visões de mundo entram em crise e os indivíduos podem se reinventar. Dessa forma, as habilidades e competências para as profissões do futuro exigirão a criação de novos padrões socioprofissionais, ou seja, o desenvolvimento técnico porvir exigirá inovação e o aprimoramento das relações interpessoais no campo de trabalho.
Em primeiro lugar, considerando o contexto tecnológico vigente, a valorização de habilidades e competências profissionais passam a ser as características que sobressaem o uso de aparelhos e ferramentas. Nesse sentido, a explicação proposta por Theodore Levitt de que criatividade é pensar coisas novas, enquanto a inovação é fazer coisas novas, são de características essenciais do ser humano, cuja a máquina não é dotada. Em virtude de, o computador não dispor de vivências, sentimentos, personalidade própria e ser programado a partir de dados, as qualidades desse ser pensante de modificar o entorno torna-se um diferencial competitivo.
Em segundo lugar, um bom clima organizacional leva a satisfação e potencial de desenvolvimento dentro do ambiente de trabalho. Nesse caso, os profissionais sentem-se parte da empresa, levando-os a vestirem a camisa da empresa. Para que isso ocorra, é necessário que as relações interpessoais sejam de apoio mútuo, próprio do espírito de equipe. Logo, não dá para dissociar as interações das habilidades essenciais, visto que elas promovem o adequado aprimoramento e recursos necessários para a melhor atuação desse ambiente.
Portanto, é imprescindível que as pessoas utilizem características que sobressaem a tecnologia para se destacarem como profissionais do futuro, visto que elas são importantes para todo o contexto. Nesse sentido, é essencial a educação de base técnica, visando a implementação pelo Ministério da Educação de cursos e oficinas, que valorizem essencialmente as habilidades humanas e a seu aprimoramento. Isso pode ser feito de maneira lúdica e adaptada a faixa etária, contando também com que os professores e responsáveis recebam treinamento prévios com psicólogos organizacionais em comum acordo com as competências exigidas do profissional do futuro.