Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 15/05/2020

O advento da Quarta Revolução Industrial, no século XXI,  proporcionou a integração entre uma variedade de sistemas tecnológicos e científicos. De maneira análoga, o aumento da demanda por serviços alternativos, no mercado de trabalho global, faz-se uma realidade no cenário corporativo hodierno, devido à ascensão da Indústria 4.0. Com efeito, é importante expor e analisar as habilidades e as competências exigidas para as profissões do futuro, bem como os seus desafios práticos no Brasil contemporâneo.

Em primeiro plano, é válido averiguar que a qualificação profissional e técnica constitui um requisito para as profissões futurísticas. Isso se dá pela influência coercitiva da conjuntura capitalista vigente, marcada por amplo desenvolvimento tecnológico e crescente interdisciplinaridade laboral entre humanos e inteligência artificial. No entanto, tal cenário, denominado “Revolução Digital”, contrasta com as condições socioeducacionais inerentes à realidade brasileira hodierna, haja vista que o modelo educativo nacional, por ser ultrapassado, fomenta a falta de preparo dos indivíduos para o mercado. Logo, é substancial que a educação seja mais promissora nesse âmbito, para que esta acompanhe as novas demandas qualitativas, exigidas pelo quadro corporativo atual.

Outrossim, é imperativo pontuar que a irregularidade territorial, no que tange à distribuição de redes imateriais, é um entrave para o desenvolvimento da competência tecnológica dos cidadãos. Tal fenômeno pode ser analisado à luz do sociólogo Émile Durkheim, que afirma que a sociedade deve se assemelhar a um “corpo biológico”, uma vez que o mau funcionamento de uma das estruturas compromete o todo. Desse modo, é imprescindível que o acesso aos mecanismos tecnológicos seja igualitário em diversas regiões do país, devido às mudanças produtivas no espectro laboral contemporâneo.

Em síntese, a observação crítica dos fatos sociais reflete a urgência de ações colaborativas para com esse panorama trabalhista em vigor. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de parcerias público-privadas, realizar programas de qualificação técnica para o mercado de trabalho nas escolas, mediante o auxílio de empresas locais, em troca de isenção fiscal a estas, com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino nacional e o preparo dos indivíduos para o ambiente corporativo. Ademais, cabe ao Governo Federal, a partir de verbas públicas, articular com prefeitos e empresários de municípios carentes, para a promoção de projetos de desenvolvimento de redes imateriais nessas localidades, a fim de uma distribuição equitativa da tecnologia no país. Assim, será possível que os cidadãos adquiram ,desde cedo, as habilidades e as consequências para as profissões do futuro.