Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 09/05/2020
O uso do termo profissão iniciou-se com a Primeira Revolução Industrial. Análogo ao período histórico vivência-se outra mudança do termo, ao adicionar áreas que não eram cogitadas pela humanidade, as profissões do futuro. Para tanto, deve-se estimular habilidades e competências em falta na atualidade, como o aprimoramento das relações sociais e pensamento crítico.
Em primeira abordagem, é válido salientar a importância do conhecimento próprio para as profissões do futuro. No poema “um boi vê os homens”, Carlos Drummond de Andrade usa a metáfora, por meio da conversa entre os animais para analisar, o comportamento intrínseco ao homem em não “deglutinar e “regugitar”, ou seja em não possuir senso crítico, sobre o que lhe cerca. Esse cenário é oriundo de uma padronização social, por vezes, inquestionável consequência, no Brasil, do pacto colonial, a qual, por meio da violência, oprimia qualquer evidência aposta ao benefício lusitano, atitude enraizada pela sociedade brasileira. Assim, desenvolver a percepção de mundo baseado em conhecimentos críticos, rompendo a programação estabelecida pela sociedade, permite a requalificação humana, além dos distribuídos nas vendas de diplomas atuais.
Além disso, as relações humanas são determinantes para as profissões do futuro. O Vale do Silício, na região da Califórnia, abriga muitas start ups e empresas globais de tecnologias, responsáveis pela implementação de novos tipos de profissões. Essa área é dinâmica e criativa, qualificação oriunda dos grupos de trabalhos impostos pela empresa, com o intuito de obter a união das melhores ideias. Todavia, ao parafrasear, o sociólogo e filósofo, Zygmunt Bauman, vive-se em uma “Modernidade Líquida”, em que as relações humanas liquefazem-se. Dessa maneira, a intersecção das ideias não ocorrem e os avanços presenciados no Vale do Silício tornam-se lentas.
Entendem-se,, portanto, que as profissões do futuro necessitam de habilidades e competências em falta na contemporaneidade. Dessa forma, o Ministério da Educação deve adicionar, manter e valorizar ao currículo do ensino, aulas que estimulem a criatividade e a análise própria no âmbito metafísico e social, com o objetivo de desenvolver o indivíduo com capacidade críticas e estimulantes. Outrossim, o Estado precisa averiguar a qualificação das faculdades vigentes, a fim de romper a venda de diploma e formar centros de educação, que formem profissionais qualificados e que relacionam sua profissão as diversas áreas. Os responsáveis llegais humanos longe das tecnologias, para ampliar o censo de criatividade e empatia formados na infância que afetaram o futuro delas.