Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 09/05/2020

A sociedade vive a Quarta Revolução Industrial, na qual há predomínio da tecnologia, da robotização em larga escala, do comércio de dados, de finanças cibernéticas e de outras infindáveis atividades regidas, sobretudo, pela inteligência artificial. Nesse contexto, as profissões mudam constantemente e demandam novas habilidades e competências do trabalhador do futuro. Dessa forma, é imprescindível uma reforma nos antiquados moldes educacionais para acompanhar tais mudanças e preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho.

A princípio, é importante ressaltar que os métodos pedagógicos aplicados nas escolas não estão de acordo com a dinâmica atual. Nesse sentido, sentar em cadeiras enfileiradas diante de uma lousa não faz sentido frente a diversas possibilidades que a tecnologia oferece. Consequentemente, os alunos se tornam desinteressados do que é exposto em sala de aula e perdem a oportunidade de aperfeiçoar o senso crítico e o raciocínio lógico, habilidades essenciais nos dias de hoje. A respeito disso, o filósofo John Locke caracterizou o ser humano como uma tábula rasa ao nascer, capaz de exercer qualquer atividade se exposto aos estímulos certos. Logo, a escola deve adotar novas estratégias que ofereçam esses estímulos e potencializem as habilidades necessárias às novas profissões.

Somado a isso, convém destacar que áreas inéditas requerem novos aprendizados. Sob essa perspectiva, o escritor Alvin Toffler pontuou que o analfabeto do século XXI é aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender. Dessa maneira, em âmbitos que se aperfeiçoam constantemente como a nanotecnologia e a automatização das esferas produtivas, antigos conhecimentos não são suficientes, de modo que competências como versatilidade, inovação e criatividade se tornam indispensáveis aos profissionais. Infere-se, pois, que, para não se tornarem os analfabetos de Toffler, os indivíduos precisam ser adaptáveis às mudanças e um ambiente escolar propício a isso é peça fundamental para alcançar esse fim.

Fica claro, portanto, que as profissões do futuro exigem novas habilidades dos jovens de hoje. Por conta disso, o Ministério da Educação deve promover uma reforma no método didático. Isso pode ser feito por meio da introdução de mais tecnologia nas aulas, como computadores, aplicativos e aparelhos de data show que ofereçam um aprendizado mais lúdico e condizente com a atualidade. Tudo isso com o objetivo de despertar mais interesse dos alunos nas aulas, estimular o senso crítico deles e torná-los mais versáteis, a fim de que possuam não apenas conhecimento teórico, mas também competências necessárias às novas formas de trabalho. Assim, a Quarta Revolução Industrial contará com profissionais capacitados para lidarem com as infinitas possibilidades trazidas pela tecnologia.