Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 09/05/2020
No século XX, com a Terceira Revolução industrial, todas as formas de concepção do mundo foram alteradas, de uma vez que o desenvolvimento das novas tecnologias permitiram aos indivíduos a realização de tarefas que antes eram inimagináveis. Nesse sentido, o ubíquo avanço das habilidades humanas gerou muito mais do que apenas benefícios, pois, nos dias atuais, são explicitas as dificuldades que os brasileiros encontram para se ajustarem às novas tendências, principalmente àquelas oriundas do mercado de trabalho. Paralelamente a isso, vê-se, no Brasil hodierno, uma grande desigualdade no acesso a uma educação efetiva para o ingresso na vida laboral.
Dito isso, vale a realização de uma análise mais elaborada acerca dos elementos que constituem a questão das inovações no mercado empregatício. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial, mais de sessenta por cento das crianças que ingressam no ensino fundamental trabalharão em profissões que se quer existem hoje. O dado mencionado permite afirmar que as necessidades do mundo contemporâneo são tão diversas que as pessoas não conseguirão se adequar a elas num curto período de tempo, haja vista que o Brasil, por ser um país de industrialização tardia, carece de uma população com mentalidade futurista, como ocorre, por exemplo, na Europa.
Sobreditas algumas das partes importantes sobre a temática abordada, vale, ainda, inferir as diferenças educacionais entre ricos e pobres existentes no Brasil. Segundo o site " Fundação Telefônica", hoje, as empresas buscam profissionais que tenham não só a capacidade técnica, mas também a habilidade para inovar e liderar no ambiente de trabalho. A informação supracitada demonstra que uma parcela muito grande da população brasileira está excluída dos ideais propostos pelas grandes empresas, posto que as camadas mais privilegiadas da sociedade sempre têm maiores chances de ingresso nas melhores instituições de ensino, o que proporciona um cenário desbalanceado de empregabilidade entre as pessoas de diferentes camadas sociais.
Assim sendo, é notório que são presentes muitos impasses na relação do brasileiro com o mundo moderno. Por isso, faz-se a necessidade da criação de políticas que venham a proporcionar o máximo de contentamento possível, parafraseando Jeremy Bentham. Portanto, urge que o Governo Federal crie projetos que demonstrem aos novos estudantes as necessidades presentes no mundo moderno, fazendo explicações sobre as inovações, com o fito de incitá-los a terem vontade de busca as novas áreas de atuação e de estudos. Ademais, o Ministério da Educação deve ampliar as ações afirmativas, disponibilizando mais bolsas anuais, na finalidade de oferecer aos mais humildes melhores condições de ingresso nas instituições de ensino superior, o que gera mais equidade na ocupação dos empregos.