Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 09/05/2020

No século XIX, com o surgimento da Revolução Industrial na Inglaterra, trabalhos em vários setores deixaram de ser manuais para se tornarem mecânicos. Tal fenômeno cresceu ao decorrer do tempo, chegando a um cenário em que há apenas robôs nas linhas de montagem, enquanto os seres humanos são responsáveis apenas por montá-los, abastecê-los e controlá-los. Nesse novo cenário, surge a necessidade de entender e deselitizar a competição por empregos, pois o acesso a métodos de capacitação não é igualitário.

É relevante abordar, primeiramente, que a crescente robotização deve-se ao lucro que se obtém. O conceito de mais-valia relativa, é a ampliação da produtividade por meio da mecanização. O filósofo percebe assim, como industrias ampliam autonomamente suas taxas de lucro sem dependerem dos custos de simples reprodução física da mão-de-obra.  A partir disso, o conhecimento tem sido muito mais valorizado que a força física, tornando quase obrigatória a especialização sobre os meios de um  mundo que está se tornando quase totalmente tecnológico.

No entanto, vale também ressaltar a dificuldade de muitas pessoas do país em se adequar a essa nova realidade, pois não tem acesso à habilitação necessária. A taxa de desemprego no Brasil em 2019 foi de 11,9% segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse número tende a crescer, pois, a maioria da população é qualificada apenas para trabalhos manuais, sendo facilmente substituídas por máquinas. A falta de “mão-de-obra intelectual” afasta empresas e prejudica a economia, ou seja, é fundamental a equidade quanto ao preparo da população à nova realidade.

Portanto, pode-se perceber que para uma justiça no âmbito do trabalho é imprescindível uma manutenção na distribuição de ofertas de qualificação. Nessa lógica é imperativo que o Ministério da Economia crie projetos de baixo custo, por exemplo, cursos que preparam pessoas de camadas mais pobres para o novo mercado de trabalho. Além disso, cabe as instituições de ensino do país fornecer aos alunos maneiras de ambienta-los com a tecnologia, e mostrar como deve ser usada a seu favor no futuro. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para a completude da democracia social e econômica, colocando o país em uma melhor condição no cenário global.