Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 10/05/2020

Na série “O Mecanismo”, é retratada como a Polícia Federal precisa não só ter domínio com armamentos, mas também de criatividade para desvendar casos de corrupção. De maneira similar, ocorre no Brasil, no qual o mercado empregatício está exigindo inovação e, muitas vezes, a sociedade não consegue acompanhar esse quesito, o que traz desafios das habilidades e competências para as profissões do futuro. Para isso, convém analisar as problemáticas e a possível solução desse quadro.

Primeiramente, o paradigma anacrônico social de se importar com o mercado está se tornando um entrave. Trata-se do rapaz que passa 12 anos na escola copiando as provas do colega e o pai que acha “inusitado” seu filho buscar um curso de tecnologia, então o coloca numa faculdade de 1500 reais para cumprir sua “obrigação” social. Assim, não se torna viável o empregador contratar um cidadão que passou cinco anos no ensino superior sem buscar inovação e dinamismo, o que é exigido pelo mercado vindouro, como mostra o Fórum Econômico Mundial, o qual relata a necessidade de mais de 50% da população ter senso crítico para manter-se empregada. Logo, uma sociedade cômoda e antagônica a quarta revolução industrial fomenta a crise econômica do país e aumenta o nível social de pobreza.

Ademais, a negligência governamental impulsiona o problema. Segundo Mikhail Bakunin, político russo, o Estado é a negação da humanidade. Basta ver que o aluno é cultivado dentro da escola a decorar o teorema de Pitágoras e fazer a prova, sem nem sequer saber o porque do seu uso, não se da orientações aos estudantes de profissões exigidas nas empresas e escolas não oferecem cursos técnicos para que alunos com poucos recursos financeiros tenham oportunidade de trabalhar e ganhar, como o filho do rico. Nessa perspectiva, não é de surpreender o aumento da desigualdade social e do analfabetismo, como relata o site Correio do Povo, o qual diz ter mais de 38 milhões de analfabetos funcionais no Brasil. Nisso, um governo que foge de suas obrigações básicas e estagna seu povo no desenvolvimento de habilidades paras as profissões do futuro é um exemplo dos ditos de Bakunin.

Destarte, é mister que o Ministério da Educação e as secretarias municipais e estaduais revertam esse panorama dos desafios desafios de competências das profissões vindouras, com propagandas em televisões para alertar os pais da importância de monitorar o estudo de seus filhos, ensinamentos de autoconhecimento para o aluno encontrar sua profissão, distribuição de cursos técnicos em bairros periféricos e anúncios de como está a dinâmica do mercado. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda de escolas, universidades e ONGs a fim de oferecer aos estudantes tutores que os ensinem a encontrar profissões tecnológicas, dando alicerce para pesquisas escolares e prêmio Nobel as inovações com cartilhas e slogans. Dessa forma, aumentar-se-á a criatividade no país, como na série “O Mecanismo”.