Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 10/05/2020
A Primeira Revolução Industrial transformou a concepção do trabalho humano, no século XVII. Igualmente, nas Revoluções Industriais seguintes, a importância do homem, na cadeia produtiva, foi inversamente proporcional aos avanços tecnológicos. Dessa maneira, evidenciou-se a necessidade de desenvolver novas habilidades e competências, pelos indivíduos, para a permanência no mercado de trabalho. Entretanto, nota-se um baixo desenvolvimento dessas características em relação ao crescimento tecnológico e surgimento de novas profissões. Sendo assim, deve-se entender esse fato relacionando-o com a velocidade de aumento das novas tecnologias e as perspectivas individuais.
Primeiramente, o veloz avanço tecnológico dificulta as adaptações específicas. A partir de 2010, o mundo se encontrou diante à Quarta Revolução Industrial, na qual, em um curto período de tempo, foi capaz de criar impressoras 3D e inteligência artificial. Outrossim, as impressoras 3D já imprimiram edifícios - o primeiro funcional em Dubai -, além de mini corações funcionais. Consequentemente, esse rápido crescimento tecnológico assusta a população, tornando-a expectadora - como se estivessem presas em uma caverna, como na Alegoria de Platão. É imperiosa, pois, romper com a apatia e acelerar a construção de novas habilidades, visto que, profissões serão substituídas por novas tecnologias.
Ademais, a perspectiva individual dificulta o surgimento de novas competências. No ano de 2019, a revista Exame, publicou uma matéria que informou o desaparecimento de 10 profissões, pelo menos, até 2030. Isso desperta, na sociedade, um sentimento de impotência, o qual desencadeia uma falta de perspectiva do futuro. Desse modo, alguns indivíduos deixam de buscar novas habilidades, no hoje, para se adaptarem ao mercado de trabalho. Logo, é preciso haver mudança na visão de futuro, por muitos, com o intuito de torná-los versáteis no âmbito profissional.
Portanto, é notória a necessidade de medidas a fim de minimizar o impacto do abrupto avanço tecnológico e das perspectivas individuais no desenvolvimento de competências, para profissões do futuro. As escolas devem desenvolver, nos alunos, habilidades de se adaptarem diante as constantes evoluções tecnológicas, por meio da disciplina “Reinventando”. Nela, os professores irão expor as constantes mudanças que vem ocorrendo na sociedade e ensinando formas de buscarem novas habilidades para o mercado de trabalho futuro, com o intuito de formarem jovens que saibam se portar e reinventar diante de novas tecnologias. Além disso, o governo deve promover cursos gratuitos para a população, com o objetivo de auxiliar na construção de perspectiva do futuro. Nessa medida, o governo deve agir em conjunto com a mídia, para que a divulgação, dos cursos, atinja um amplo público. Dessa forma, à medida que as Revoluções Industriais ocorrem, a população se adaptará.