Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 11/05/2020

Após a Segunda Revolução Industrial, no fim do século XIX, o Toyotismo apresentou ao mundo um conceito de trabalhador mais versátil e capaz de realizar funções variadas. Somando-se a isso, a Revolução Tecno-Científica, ocorrida no fim do século XX, exigiu à mão de obra global uma nova competência de manuseio de tecnologias digitais e robóticas. No Brasil, entretanto, a falta de habilidades com novos recursos digitais e de disponibilidade de tecnologias fundamentais têm dificultado a adesão dos trabalhadores às profissões do futuro. Nesse sentido, convém analisar essa problemática, com o intuito de amenizar os entraves que os trabalhadores enfrentam no país.

Inicialmente, é importante verificar o principal impacto da inabilidade com ferramentas digitais e sistemas. Nesse contexto, nos ambientes profissionais, em geral, softwares, como Excel ou Word, são frequentemente utilizadas para fazer controle e organização de dados empresariais. À vista disso, o conhecimento básico desses utilitários faz-se necessário e é cobrado pelos contratantes que, ao notarem alienação em relação a essas tecnologias, inviabilizam o acesso às vagas de emprego. Diante disso, é absurdo como, apesar de importante para o futuro profissional dos cidadãos, o aprendizado dessas tecnologias ainda seja negligenciado na educação brasileira.

Ao mesmo tempo, vale também ressaltar o efeito da falta de tecnologias fundamentais para os profissionais competentes e para a população. Nessa lógica, na medicina, em cirurgias laparoscópicas, médicos utilizam robôs com braços mecânicos para realizar cirurgias complexas de forma menos invasiva. Sob essa perspectiva, percebe-se o quão importante é o uso da robótica nessa técnica cirúrgica para reduzir os riscos dos processos operatórios, porém esse uso nem sempre pode ser feito por conta da negligência nos processos de obtenção e manuseio das máquinas. Desse modo, é lamentável como a capacidade dos profissionais é desperdiçada e a vida do cidadão desvalorizada.

Nota-se, portanto, o quão prejudicial a falta de habilidades específicas e de disponibilidade de ferramentas fundamentais pode ser para o cidadão brasileiro. Assim, cabe ao Governo Federal melhorar a relação entre seu povo e as profissões do futuro. Isso pode ser feito por meio da capacitação da população para uso de softwares, ao promover programas de iniciação ao uso de tecnologias digitais em escolas, e de uma melhor disponibilidade dos equipamentos fundamentais para os trabalhadores, ao aumentar o incentivo fiscal para compra e manutenção de máquinas e robôs. Espera-se, dessa maneira, que a população brasileira possa melhorar sua atuação nas profissões do futuro e seja capaz de realizar, assim como conceituado no Toyotismo e na Revolução Tecno-Científica, funções variadas no meio digital e robótico.