Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 13/05/2020
O conceito biológico “Seleção Natural” pode ser definido como um processo evolutivo, no qual membros de uma espécie com características excepcionais para a sobrevivência no meio, são “escolhidos” para passá-las adiante. Analogamente a esta condição, está o mercado de trabalho contemporâneo, que em virtude do crescimento no número de profissionais atuando na mesma área, tende a selecionar aqueles que se destacam. Não raro, essa busca por destaque se transforma em uma árdua competição, que pode prejudicar a saúde emocional e a produtividade de seus participantes.
Em primeiro lugar, é necessário visualizar como esta competição ocorre. Em fato, ela é iniciada pela noção popular de que a graduação é inquestionavelmente, o ponta pé inicial para um futuro brilhante. Em síntese, esse pensamento causou um forte aumento na demanda de estudantes em busca de qualificação profissional, o que acabou superlotando o mercado, principalmente em áreas consideradas de sucesso. Prova disso é a produção “Você nem Imagina” da Netflix em que, em uma das suas cenas o assunto é abordado, com a história de um phd em engenharia que perde para alguém da mesma área o emprego dos sonhos, porque não sabia falar inglês.
Em segundo lugar, é essencial observar como este fator pode influenciar na saúde psicológica dos profissionais e na sua produtividade. Em suma, a pressão e o stress que a competitividade tende a causar nesse meio, permite que o posicionamento do controle psicológico fique em evidência, tanto pela insegurança causada pelo medo de não obter êxito, quanto pela cobrança interna e externa. Um exemplo disso, é a reportagem sobre o assunto do site Economia de Minas que revela que um em cada três brasileiros, já sentiu na pele os danos do stress no trabalho.
Consoante aos fatos, é necessário que Ministério da Educação se mobilize e adicione em sua grade curricular a educação emocional e vocacional, afim de mostrar diferentes áreas de atuação não tão competidas mas essenciais, e criar futuros profissionais emocionalmente estáveis. A alternativa para o setor universitário e para os profissionais já formados é a orientação, que deverá ser realizada de forma gratuita, pelos profissionais de saúde emocional do sistema público com o mesmo objetivo. E para que dessa forma seja possível fazer dessa “seleção” um processo mais efetivo, dinâmico e saudável.